terça-feira, 5 de abril de 2011

notícias de nada

madrugada de segunda pra terça-feira. não fui dormir ainda porque a minha casa de apostas preferida não liberou os valores de amanhã. se demorar demais, vou acabar tendo que acordar cedo.

diz a lenda que às oito da manhã tem aula. mas a professora não faz chamada. é uma professora bem bonita, aliás. mas ela não faz chamada. fui uma vez só no semestre todo, já é tarde, teve festa, tô com muito sono. óbvio que eu não vou aparecer por lá. ela não faz chamada.

um grande viva pros professores que não fazem chamada.

quarta é aniversário da minha mãe. pensei em fazer uma surpresa qualquer e voltar pra minha cidade. uma ou outra pessoa no mundo merece isso. ela é a principal delas.

bebi conhaque hoje. odeio conhaque. a primeira vez que eu vomitei por causa de bebida foi com conhaque. o cheiro de conhaque me embrulha o estômago eternamente.

tenho tossido pra caralho e sentido umas dores estranhas no lado esquerdo das costas. outro dia tinha umas manchas de sangue no lençol quando eu acordei. não faço idéia de onde vieram. minha hipocondria me diz que deve ser câncer. mas eu não vou no médico, foda-se. mais uns cigarros, mais uns dias, mais umas festas e tanto a dor como a tosse somem.

continuo esquecendo os nomes das meninas das festas. não faço idéia do porquê, mas eu lembro tudo sobre elas - curso que fazem, o que gostam, filmes que querem ver, cor dos olhos, marca do cigarro que fumam. só nunca lembro do nome.

o lanche do bar hoje tava melhor do que nunca. o cidadão caprichou e encheu de bacon e de queijo. quase nem consegui terminar de comer. estômago tá pesado até agora.

escrever, beber, tentar esquecer, comer, fumar, conversar, esquecer, pegar ônibus, escrever, dormir, escrever. mundo que não pára.

2 outros delírios:

Ju Fuzetto disse...

É como se o cotidiano fosse descrito assim no gole de conhaque ou num masso de cigarro qualquer. A vida é essa coisa cheia de amarras, afetos e descrenças. Uma hora tú lembra o nome da menina da festa e aí pode ser amor. eu acho;

sobrefatalismos disse...

Semprei achei que você é uma dessas pessoas rars, que vivem demais tudo o que podem até o últmimo segundo, acreditando - ainda -, que a vida é tediosa.
Hoje tenho certeza.